Ex-senador e ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo (PSDB) se entrega à polícia

O ex-senador e ex-governador de minas gerais Eduardo Azeredo se entregou às 14h45 desta quarta-feira, em uma delegacia de Belo Horizonte. Ele é o primeiro político a ser detido no mensalão tucano.

Os cinco desembargadores da 5ª Câmara Criminal rejeitaram o recurso da defesa no processo do mensalão e determinaram a execução imediatada da prisão.

Azeredo foi condenado em segunda instância a 20 anos e um mês de prisão pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro, no mensalão tucano, em agosto passado. A condenação em primeira instância foi em 2015.

Após se entregar, ele seguiu para o Instituto Médico Legal (IML), na Região Oeste, onde fez exame de corpo de delito, e depois seguiu para o 1º Batalhão do Corpo de Bombeiros, no bairro Funcionários.

De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária, a sala onde Azeredo vai cumprir pena é do Estado Maior, uma vez que ele é ex-governador do estado. O cômodo tem 27 metros quadrados, uma cama, uma mesa de apoio e um banheiro com chuveiro elétrico.

Azeredo terá direito a quatro refeições diárias — café da manhã, almoço, café da tarde e jantar. O cardápio é supervisionado por nutricionistas do sistema prisional, assim como as refeições dos demais presos no estado, segundo a secretaria. O tucano poderá receber visitas, desde que cadastradas pela Seap, procedimento padrão adotado para todos os presos.

O tucano foi condenado em 2ª instância a 20 anos e um mês em regime fechado, por desvio de cerca de R$ 3,5 milhões de estatais mineiras para caixa 2 da campanha à reeleição ao estado em 1998.

A prisão ocorre treze anos após o início das investigações, abertas no tempo em que Azeredo ainda era deputado federal. Em 2014, para não prejudicar a campanha à Presidência do também mineiro Aécio Neves, o ex-governador de Minas renunciou ao cargo, o que fez o processo voltar à primeira instância em Minas Gerais.

Semana passada, a primeira instância em Minas condenou o vice na chapa à reeleição de Azeredo, Clésio Andrade (MDB), por envolvimentos no mesmo esquema.

Na terça-feira, os desembargadores da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) negaram por unanimidade o embargo declaratório, último recurso na 2ª instância de Azeredo.

 

Fonte: Estado de Minas/Globo.com

Foto: Reprodução Internet

Departamento de Jornalismo – Rádio Mundo Melhor



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