Da Roça mineira para a China: Mercado em Xangai vai vender de queijo a frango caipira

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Queijos, cafés, cachaças, frango caipira, mel, pão de queijo e outras iguarias típicas vão sair das terras de pequenos produtores de Minas Gerais diretamente para a China. Para vender as delícias da roça aos consumidores orientais, a Fundação Doimo, responsável pelo Mercado de Origem, já em construção no “circuito de motéis” na BR-040, saída de BH para o Rio, vai abrir uma filial do espaço em Xangai. Com mais de 24 milhões de habitantes, a cidade é a maior daquele país, o mais populoso do mundo.

Os itens, que vão atravessar o oceano a partir do segundo semestre deste ano, serão comercializados em um espaço de 500 mil metros quadrados. O empreendimento deve ser aberto em outubro, quando também será inaugurada a primeira unidade do Mercado de Origem em BH.

Mais de 3 mil fabricantes já se mostraram interessados na exportação. O projeto é em parceria com a Emater-MG, que atua na seleção e capacitação dos interessados.  O objetivo é aproximar o pequeno produtor agropecuário do consumidor final, eliminando atravessadores, para tornar o preço mais vantajoso tanto para quem compra, quanto para quem vende.

O empresário Elias Tergilene, presidente da Fundação Doimo, conta que a ideia de intermediar a exportação surgiu durante a Feira de Xangai, em outubro passado, quando os chineses se encantaram pelas delícias da roça mineira. “Ficaram apaixonados pela cachaça, pelo pão de queijo, o café, o mel. E viram que levando as mercadorias direto dos nossos produtores conseguimos fazer um preço muito melhor”, afirma Tergilene.

O empresário se surpreendeu, por exemplo, com o preço do café servido por lá. “Chegam a cobrar o equivalente a R$ 15 por xícara”, diz, garantindo que com a exportação direta o valor pode cair em até 80%. A intenção é aproveitar o déficit da produção agropecuária chinesa para abastecer o mercado gourmet com os produtos daqui.

“A China hoje produz apenas 30% do que consome, por isso há muito espaço para quem quer exportar alimentos”, afirma Elias, que, durante estudo para a implementação do projeto identificou que os chineses gastam até 70% da renda com comidas e bebidas.

Para levar os itens da roça até Xangai, a Fundação fará toda a logística de transporte, distribuição e vendas. Já a produção ficará a cargo dos pequenos produtores rurais, que contam com o apoio da Emater-MG para atingir o volume necessário por meio da criação de cooperativas.
“Estamos ajudando na adequação de cooperativas que já existem e na criação de grupos para que possam se formalizar e atingir um volume satisfatório”, explica Ana Luiza Resende Oliveira, coordenadora técnica de Organização e Mercado da Emater-MG.

Assim como a matriz, construída no extinto motel Master e num lote anexo, adquiridos por R$ 30 milhões, além da área do antigo motel Sunny, o Mercado de Origem chinês reunirá centenas de lojas temáticas, cada uma especializada em um produto, com nome e informações do produtor responsável.

A diferença é que, na China, as vendas serão só no atacado, para fazer valer a exportação. O transporte será feito por contêineres, em navios que chegarão ao destino em 30 dias, e de avião, para levar os alimentos altamente perecíveis.

 

Fonte: Hoje em Dia

Foto: Reprodução/Internet

Departamento de Jornalismo – Rádio Mundo Melhor



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