Dicas para comprar o peixe/frutos do mar da Semana Santa

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Dicas essenciais com o médico veterinário Paulo Casa Nova, que atua na equipe de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde de Porto Alegre e é conselheiro do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul (CRMV-RS):

Peixe fresco: filés ou inteiro?

Casa Nova orienta que, ao comprar variedades frescas, tem de olhar se o produto está acondicionado em uma boa quantidade de gelo. “Ao entrar no estabelecimento, observe isso de cara. Se tiver pouco gelo, já é indício de que a qualidade do peixe pode estar comprometida”.  Para comprar pescado inteiro, o exame deve ser mais criterioso: os olhos têm de estar bem cheios e não podem estar afundados, a consistência do corpo, como o abdômen, deve ser bem firme, as escamas devem estar bem aderidas e as guelras devem estar bem avermelhadas, lista o especialista. O consumidor pode pedir para o atendente mostrar a condição do peixe escolhido, dá a dica.

Compre em locais conhecidos

Uma recomendação do médico veterinário é que as pessoas comprem sempre em locais especializados no item. “É muito comum surgirem aventureiros nesta época do ano. Ou seja, varejos que nunca vendem peixe oferecerem agora no balcão.” Estabelecimentos que são do ramo trabalham com pesado com procedência comprovada, indicando que houve fiscalização na origem, diferencia o veterinário.

Peixe ou frutos do mar congelados

Se a ideia for comprar o alimento congelado (peixe ou frutos do mar), o consumidor deve cuidar, pois não existe venda a granel, apenas em casos muito específicos. “O pescado congelado já vem embalado da indústria”, explica Casa Nova. Ao conferir as opções da geladeira, o consumidor deve verificar se a embalagem traz o selo do órgão responsável pela inspeção – que pode ser o carimbo do Serviço de Inspeção Federal (SIF), da Divisão de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DIPOA), quando for de abrangência estadual, ou do Serviço de Inspeção Municipal (SIM).

É importante verificar a rigidez do produto. Caso tenha muito gelo dentro do plástico, pode ser indício de que o produto foi descongelado e recongelado. “Não esqueça de procurar a data de produção e a validade do produto”, completa o veterinário. Uma última dica de Casa Nova é que o consumidor pode denunciar pelo telefone 156, em Porto Alegre, qualquer suspeita de produto com problema ou estabelecimento irregular. “A vigilância será acionada e vamos ao local”, garante.

Pescado fresco

Observe se há uma boa quantidade de gelo no balcão de venda. O peixe deve apresentar olhos “cheios” e vivos Guelras vermelhas, abdômen e escamas firmes são indicativos de qualidade Odor característico – nem fétido, nem isento de cheiro Pele úmida, sem manchas ou furos

Pescado congelado

Precisa apresentar selo de inspeção do SIF, CISPOA ou SIM na embalagem Observe se há rigidez do produto. O produto deve estar dentro da data de validade. Não existe venda de pescado congelado a granel: é ilegal e fraude. Isso vale também para os demais frutos do mar como camarão, lula, polvo etc.

Você sabe identificar o verdadeiro bacalhau?

É preciso ficar atento para comprar o peixe. Isso porque, muitos estabelecimentos costumam salgar outras espécies de peixes e vendem como se fosse bacalhau, por um preço mais em conta.

Espécies

Segundo a legislação brasileira, o bacalhau só pode ser produzido com três espécies de peixe:

• Gadus mohrua, este é o verdadeiro bacalhau do Porto;
• Gadus macrocephalus;
• Gadus ogac.

As demais espécies são o que podemos chamar de “falsificação”. Dessa forma, o correto é que sejam comercializadas como peixe salgado ou peixe salgado seco. Confira os tipos:

• Ling
• Zarbo;
• Saithe

Identificando

Para identificar o verdadeiro bacalhau, é necessário prestar atenção em alguns detalhes:

• A forma do peixe: o legítimo bacalhau é largo e permite corte em lombos;
• O rabo do peixe: deve ser quase reto ou ligeiramente curvado para dentro e de cor uniforme. Se tiver uma espécie de “bordado” branco na extremidade, não é o legítimo;
• Cor do peixe: o bacalhau de verdade é cor palha. Por isso, fuja dos mais branquinhos, pois esses são falsos;
• A pele: no verdadeiro bacalhau a pele solta com facilidade.

Para saber se o peixe está estragado, as dicas são as seguintes:

• Antes de tudo, repare se o peixe está bem escovado: sua aparência deve ser limpa e sem manchas escuras. Manchas pretas ou marrons podem ser resíduos do peixe como sangue ou bílis. É sinal de que ele não foi bem trabalhado;
• Confira se ele está bem sequinho. Para isso, segure firmemente o bacalhau pela “cabeça” e solte a cauda. Assim, se ele ficar reto, ou quase reto, é sinal de que está bem curado. Do contrário, se ele dobrar, está mal curado e úmido;
• Fique atento à presença de bolor, causado pelo excesso de umidade ou calor excessivo;
• Procure defeitos perceptíveis: fendas profundas, aspecto pegajoso ou cozido, coágulos e manchas de sangue;
• Não compre: caso o bacalhau apresente manchas vermelhas ou pó fino cinzento, branco ou amarelo. Nesses casos, é sinal de armazenagem incorreta.

Confira a temperatura de armazenamento

A temperatura de armazenamento também é um ponto importante a ser avaliado na hora de comprar peixe:

  • Pescados comercializados frescos: devem ser mantidos em gelo, com temperatura de -1 a 3°C;
  • Pescados comercializados resfriados: devem ser mantidos em temperatura no máximo a 3°C ou conforme especificação do fabricante;
  • Pescados comercializados congelados: devem ser mantidos em temperatura no máximo -12°C ou conforme especificação do fabricante.

Atenção também na hora de guardar em casa

A conservação do sabor, aroma e qualidade do seu peixe depende também do seu cuidado com o armazenamento do alimento quando chegar em casa. Os pescados refrigerados devem ser mantidos em temperatura de 2°C, enquanto os congelados devem permanecer no freezer e descongelados na geladeira quando forem ser usados.

Lembre-se que um peixe descongelado jamais deve ser congelado novamente,

pois essa ação prejudica sua qualidade e sabor.

Denuncie Comunique irregularidades na venda para a Vigilância Sanitária do seu município.

Fonte: Jornal do Comércio/Bem Paraná/Pão de Açúcar

Foto: Reprodução/Internet

Departamento de Jornalismo – Rádio Mundo Melhor



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